quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ex-ator e ex-produtor de pornochanchada dá aulas de sexo a R$ 50 por hora

Relativamente contido depois de transar com um número sem-fim de mulheres no cinema e na vida real, o ex-ator e ex-produtor de pornochanchadas (aquele gênero de filme pornô com história, mas sem sexo explícito) Dourival Coutinho voltou ao mercado para ensinar sexo, o que ele diz saber e fazer de melhor na vida.
Montou uma escola em que pretendia formar novos atores pornôs (as aulas começam neste sábado), mas "o tiro saiu pela culatra", diz: a maior procura foi de homens que querem melhorar o desempenho na cama.
"Foi aí que vi que a educação sexual no Brasil está no nível zero. Quero promover um movimento artístico e cultural que tenha o amor e a reeducação sexual como alicerce. O desvario e banalização estão aí. Não fui eu quem criei", diz o senhor de 55 anos e cabelos brancos.
A turma, de 50 aprendizes e R$ 50 a hora-aula, vai ser versada em desinibição, strip-tease, masturbação, controle da frigidez e da ejaculação precoce e, naturalmente (são aulas eróticas), em posições sexuais.
Mas a escola do sexo não é para qualquer um, ressalta o professor. "Só se aprende a fazer sexo se gostar. E quem gosta da fruta não desce do pé", diz Coutinho, que dá um sorriso largo ao afirmar que transa "quase todo dia" com a mulher com quem é casado há 30 anos.
Nas aulas, garante que não há sexo entre os alunos. "O trabalho é de desinibição, brincadeiras e simulações de posições com casais de "modelos" profissionais". Do sexo, claro. Para quebrar o tabu dos alunos, câmeras, holofotes e um espelho de corpo inteiro. "Pergunto do que mais gostam de fazer e do que mais gostam que façam com eles."
E não é difícil de imaginar a principal queixa que ouve. "Os homens estão preocupados com o tamanho enquanto a mulherada os tem trocado por outra mulher, que nem aquilo tem", afirma.
No programa, dicas e técnicas de sexo anal "sem medo". "Têm mulheres que se tornam viciosas nisso... O brasileiro gosta muito de bunda, tem muita fartura por aqui."
Coutinho, que diz ter perdido a virgindade aos 14 anos com uma prostituta de Bauru, ensina aos alunos que a melhor posição ainda é a papai-e-mamãe. "É a única forma em que dois estão por inteiro. E é a posição onde o homem é mais fraco."
Entre um suspiro de saudosismo e um surto de euforia, o professor volta à ficção: "Sou um Zeffirelli [Franco Zeffirelli, diretor italiano de "Romeu e Julieta"], um Bergman [o sueco Ingmar Bergman, de "Cenas de um Casamento"]. Mergulhei a câmera a fundo na alma humana. Nos meus filmes da pornochanchada quem se masturbava era a câmera."

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